segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ÉDIPO REI

          Peça de tragédia grega, autoria de Sófocles, um dos clássicos da literatura Ocidental.
         Édipo, filho de Jocastas e Laios rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho iria tornar-se seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo ao nascer. Porém, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu. Foi salvo por um pastor que entregou Édipo a Políbio, rei de Corinto.    
        Ao se tornar adulto Édipo descobre sobre a maldição e para que não se cumpra foge de Corinto para Tebas, sem saber que lá estava seus verdadeiros pais.
        No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo, sem saber que seu destino estava já se concretizando, mata a todos.
Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfingie e de seus enigmas, recebendo a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta.
        Anos se passam e Édipo reina como um verdadeiro soberano e tem vários filhos com Jocasta, mas a cidade passa por momentos difíceis e a população pede ajuda ao rei.
        Após uma consulta ao oráculo de Delfos, que responde pelo deus Apolo, os tebanos são alertados sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laios, que ainda vive na cidade.
        Édipo então decide livrar seu reino desse mal e descobrir quem é o assassino, desferindo uma tremenda maldição:
Proíbo que qualquer filho da terra onde me assistem o comando e o trono dê guarida ou conversa ao assassino, seja ele quem for; que o aceite nos cultos e no lar, que divida com ele a água lustral! Eu ordeno, ao contrário, que o enxotem de suas casas, todos, por ser aquilo que nos torna impuros, conforme acaba de nos revelar, por seu oráculo, a fala do deus! (…) E ainda mais: rogo aos céus, solenemente, que o assassino, seja ele quem for, sozinho em sua culpa ou tenha cúmplices, tenha uma vida almadiçoada e má, pela sua maldade, até o fim de seus dias. Quanto a mim, se estiver o criminoso em minha casa, privando comigo, eu espero que sofra as mesmas penas que dei para os demais.
Ele só não esperava que essa maldição iria sobrecair sobre ele próprio, assim que no mesmo dia descobrisse a verdade, através do pastor que o encontrara ainda quando bebê, pendurado em um bosque pelos tornozelos.
Jocasta suicída-se assim que descobre, e Édipo se cega, perfurando os próprios olhos e exilando-se.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

          Para Freud as bases dos conceitos da Psicanálise e da Psiquiatria estariam nos estudos sobre o Complexo de Édipo. Que seria o desenvolvimento da sexualidade, da criança para como um dos seus genitores do sexo oposto e o despreso pelo genitor do mesmo sexo.
          Normalmente esse período que dá-se no início dos primeiros anos de vida e tende a desaparecer com o desenvolvimento, intelectual, cultural e mental da criança onde ela começa a perceber que não é o centro do mundo.
          O não amadurecimento e libertação desses sentimentos, podem fazer com que essas crianças se tornem pessoas adultas frustradas e neuróticas, já que o objeto da sexualidade seriam seus pais.
          O fracasso de superação desse complexo são inúmeros e se trata de uma batalha interminável entre a responsabilidade e a separação, entre o amor e o ódio.

                                                                                                         Patricia Holanda